SETEMBRO AMARELO: CRAS realiza atividades referente ao mês de prevenção ao suicídio

O Centro de Referência da Assistência Social tem dado atenção especial a um assunto delicado: o suicídio. A intenção de tirar a própria vida sugere grande sofrimento para o indivíduo que possui ideação suicida, muitas vezes, sofrendo em silêncio.

Na tentativa de alcançar as pessoas que podem estar passando por algum sofrimento nesse sentido, os diálogos nos grupos de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) durante o presente mês têm tido enfoque principal na prevenção do suicídio. A equipe de técnicas composta pela assistente social e psicóloga têm recebido, durante os encontros do programa, relatos de pessoas que já pensaram em cometer suicídio ou vivenciaram o sentimento com alguém próximo. Este tipo de abertura para um lugar de fala fornece um apoio bem maior às pessoas que precisam de ajuda, tendo em vista que falar nem sempre é fácil.

A campanha do Setembro Amarelo vem contra a ideia do senso comum de que falar sobre suicídio é estimular o ato, vindo, ao contrário disso, a proporcionar oportunidade para as pessoas desabafarem e iniciarem o processo de ajuda.

A Secretária Municipal da Assistência Social, Dilene Neske, declara preocupação com a possibilidade de as pessoas não estarem recebendo ajuda. Para tanto, a equipe do CRAS empenha-se durante o ano todo através de seu principal propósito: a prevenção. Uma das questões que mais influenciam o suicídio e que deveria ser mais trabalhada na pessoa que cogita tal hipótese é a capacidade de amar a si mesmo. Tal característica é estimulada diariamente nos grupos e atividades que o CRAS executa, já que o resgate da própria história, compreensão dos próprios valores e habilidades apontam para uma boa autoestima.

Além de oferecer a prevenção à população e estar ofertando espaços de escuta durante os encontros do PAIF no presente mês, as participantes das oficinas nas comunidades recebem orientação de como auxiliar alguém que está na situação. Na medida em que se percebe que alguém mudou seus comportamentos habituais – já não sente prazer nas atividades que fazia, aparenta estar mais calado ou irritado, dentre outros sinais, já deve-se estimular a pessoa a procurar ajuda profissional. Caso a mesma apresente resistência, o Centro de Valorização da Vida, uma associação civil sem fins lucrativos, oferece apoio no telefone 188, para que a população que sentir necessidade possa obter ajuda de profissionais qualificados.

A Rede Municipal (Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Educação, Secretaria da Saúde, Emater e Conselho Tutelar) também está empenhados na prevenção ao suicídio, fazendo reuniões mensais para verificar intervenções a serem feitas na comunidade, como o projeto Sala do Coração, que tem o intuito de aproximar pais e professores para diálogos mais abertos sobre sentimentos e as famílias em geral.

Cabe comentar que Organização Mundial da Saúde (OMS) inseriu a espiritualidade como aspecto relevante a ser considerado quando fala-se de saúde, o que sugere que a prevenção do suicídio pode estar presente no dia a dia, através da medicina alternativa, como utilização de chás, ervas e terapias como Reiki, Massoterapia, entre outras, que buscam trabalhar o âmbito energético e espiritual do ser humano.

A equipe do CRAS pede a comunidade maior atenção ao escutarem comentários como “não aguento mais”, “não sinto vontade de acordar”, “a vida não tem sentido”, dentre outras, que podem sugerir mal-estar psíquico. Nesse momento é importante deixar de lado o julgamento e ouvir com atenção, sem interrupção ou comentários pessoais, mas sim, entendendo que cada pessoa reage de maneira diferente às situações e a ajuda profissional deve ser vista com bons olhos.

É sabido que ao longo dos anos falar sobre sentimentos negativos era visto como fraqueza, no entanto, a incidência da depressão e ansiedade têm demonstrado que isso é um erro. Ser forte também é saber a hora de pedir ajuda.


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